Deixa, Deixa eu dizer...


Novo Blog

Blog de casinha nova e novo nome, vou continuar escrevendo coisas do mesmo nível que escrevia aqui, mas se mesmo assim vc quiser meu ouvir, vem que eu te conto tudo aqui: http://www.tchiconta.blogspot.com

 

beijos e adiós .zip.net.



Escrito por Lari às 03h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Retrô 2010, blé :P (parte 2)

Depois de julho, onde só tirei férias da faculdade, ou seja, não fiz nada. Então, depois de julho, as coisas começam a piorar pro meu lado. Nada acontece na minha humilde vida e eu vou começando a analisar melhor minhas amizades e daí quando olho pro lado vejo que tô bem sozinha. Não que elas tivessem me abandonado, mas senti muitas mudanças e ausências que me preocuparam e entristeceram. O chato de tudo é que essas inseguranças, esse "me sentir sozinha" se alastrou até hoje.

Ahhh, eu prometi que ia fazer volei esse ano né? Pois bem, fui atrás de uma escolinha, mas nenhuma pega gente véia tipo de 18 anos, daí fiquei sem minhas aulas de volei. Na verdade fiquei sem atividade nenhuma além de trabalhar, dormir e estudar. E ahh, não fui nenhuma vez ao CQC esse ano, infelizmente, e olha isso parece até uma rehab. E ahh, fui em 2 shows musicais esse ano, outra rehab. Que horror! Vou fazer a Amy Winehouse e sair das rehabs.

Sem saídas, sem aproveitamento de vida, com planos (odeio planejar, afirmo) frustrados, a minha vida começa a ganhar preocupações mais relevantes do que pensar em como andam minhas amizades. As preocupações passam a ser com o clima em casa, em como os meus pais estão unidos apenas no papel, em como minha vó está adoecendo, em como eu estou adoecendo. É...meu pai me preocupou, e preocupa até hoje. Ele é uma pessoa que eu odeio brigar, se brigo, fico  chorando horrores, não é normal como com minha mãe. E nesse ano que grazaDeus tá acabando, ele me deu uns sustos, me fez pedir muito a Deus para que mantivesse forças para seguir vivendo. Minha mãe também me fez pedir muito a Deus para que eu a compreendesse, para que ela mudasse ao menos um pouco, para que ela amasse mais aos outros ao invés de si mesma, e infelizmente não tive o sucesso que desejava em minhas orações.

Minha vó, minha linda vózinha, essa sim deu susto em todos. Minha vó...que difícil relembrar. Vamos lá, minha vó começa a ficar muito doente, todos do seu convívio diário passam a ter rotina agitada, passam a se preocupar, se estressar, se doar. É, as coisas mudaram, e eu não tinha mais cafés da tarde como antes, mesmo assim, tinha ela me dizendo Oi todos os dias, até que...até o último dia em que a fiz sorrir apenas pelo fato de eu estar brincando na cadeira de rodas, mas eu não sabia que era o último dia em que eu lhe daria um Oi. Foi, mesmo com esperança de melhora, ela se foi. Deus escolheu o meu para ela, com certeza. A notícia de uma morte, na hora não é tão impactante quanto os dias que se seguem. Em seu velório ficou nítido uma de seus maiores ensinamentos, mesmo que indireto, a união, todos compartilhando da mesma dor e saudade.

Fiquei mal durante um bom tempo, chorando muito antes de pegar no sono, mas depois entendi que foi o melhor para ela e que ela com certeza cumpriu sua missão na terra, então não havia motivos para eu me lembrar dela com tristeza. Hoje lembro dela em pequenos atos, mas todos com sorriso.

Eu já sou uma pessoa sensível e sentir esse clima todo que estava presente no momento, me fragilizei mais ainda a ponto de não suportar as pessoas, não suportar a minha vida. E então começam minhas dores de cabeça insuportáveis, minhas noites de insônia e concluo que precisava de férias de tudo ou ir ao médico. No caso só era viável a segunda opção, e fui e não deu em nada, mas eu sarei. Concluí outra coisa dessa vez: que eu precisava de atenção, precisava sentir que alguém se preocupava por mim.

Depois desse baque, nada mais voltou a ser como antes não só na minha vida, como na de várias pessoas as quais convivo diariamente. Meu ânimo até hoje se encontra abalado e sem previsão de volta estável, por mais que eu me esforce. E isso tudo não estava nos meus planos, isso tudo foram pedras que caíram no caminho e aí o que você faz com os planos? Manda eles se ferrarem é óbvio e bota na cabeça que planejar é frescura, é falta do que fazer, planejar não faz parte da vida na terra. Só Deus planeja.

Facto importante também: criei um blog junto com a Nanny e a Gabi. O TriFocais, e sei lá, vamo ver no que dá, pq já sabem, minha empolgs não é a mesma desde que...

Outro: teve o SWU, e eu não fui e fiquei com remorso e só vai passar se eu for no Rock'n Rio, ponto

O tempo passa mais um pouquinho e eu já estava de saco cheio da faculdade, cansada de fazer quase tudo pra depois não receber nada em troca além de notas que não me dariam um emprego melhor e nem abririam caminhos pra uma nova oportunidade pq krl ninguém vai pedir meu boletim. Cansada do estágio também, onde dava ideias que poderiam melhorar muita coisa mas ninguém me ouvia. Cansada e querendo mudanças pra tipoassim, ontem.

Daí entro em férias, passando de ano de boa, e resolvo ficar de boa também, meu bom humor volta e beleza. Num fim de semana vou assistir mais uma peça, a Dingou Béus com Os Melhores do Mundo, dessa vez com minhas tias e meu primo, no outro vou a um shopping fora da cidade com as mesmas companhias e mais meus padrinhos, e então fico feliz pq ao menos tenho alguma companhia.

Pra fechar o ano de desgraças, meu irmão bate o carro por bobeira e deixa roubarem a câmera digital emprestada da minha tia, o que gera um prejuízo de uns R$5.000,00, mas como dizem: ainda bem que há saúde pra trabalhar e correr atrás do prejuízo supérfluo.

O Natal já está relatado no post anterior, não foi ficar repetindo até pq já tá bem comprido esse texto, rs.

Meu ano acaba, e eu desejava muito que ele acabasse há um bom tempo. E sei lá porque a gente quer que o ano acabe logo como se no novo ano a gente fosse outra pessoa e a gente não vai ser de uma hora pra outra. A gente continua sendo a mesma pessoa, com o mesmo dinheiro, emprego, e tal, não é pq muda o ano que as coisas vão ser como a gente PLANEJA. Mas já que reza a lenda que a virada de ano é um bom ano pra mudar, porque não correr atrás dessas mudanças não é? Ou você acha que pular sete ondinhas vai mudar alguma coisa? Eu não vou fazer plano nenhum, só vou me prometer que não serei mais acomodada e correrei atrás dos meus sonhos, da minha mudança e conto com a minha ansiedade juntamente com minha ganância, pq ânimo mesmo, tá complicado. Posso dizer que a fase bad trip passou, mas ainda há resíduos dela que ficarão para 2011.

Olha eu sei lá se desjeo mesmo mudança na minha vida em 2011, o que eu tenho certeza é que eu desejo SAÚDE pra todos a minha volta, que eu amo muito, porque 2010 não foi lá muito saudável pra muita gente, e tendo saúde, bem...o resto a gente corre atrás.

Agradecimentos, acho importante eu rever minhas opiniões sobre as pessoas todo ano:

-Amigos, aqueles que eu conversei pelo menos uma vez no ano: nem tudo é como a gente quer, e isso inclui distâncias. Estive um pouco ausente esse ano, é verdade, mas eu preciso de vocês muito nessa minha monótona vida. Agradeço pelo apoio, pelas risadas, pelos conselhos, por me fazerem bem só em lembrar de momentos que vivi ao lado de vocês.

-Faculdade: eu me apeguei a você, feliz ou infelizmente.

-Estágio: apego com desapego. Aprendendo sempre o que não fazer quando for líder e aprendendo algumas coisas úteis também. Colegas, vocês são falsos na maioria das vezes, eu sei, mas é culpa do ambiente corporativo né?2011 vocês não verão muito minha cara, espero que fiquem felizes assim como eu.

-Família: ê, família, ah, família. Seu pai, sua mãe, sua tia. Nem preciso dizer que alguns deram sustos, mas todos continuam unidos e isso é o que importa. Talvez se a gente se reunisse mais, eu ficaria mais feliz e satisfeita, eu pelo menos. Não poderia desejar primos mais amáveis, divertidos, e que me enxem de orgulho e risos. (Preciso nem dizer que família são todos, ou quase, do meu lado paterno né? Tios maternos, continuem aí, nem aí. Ah, e sucesso pra vocês sempre).

E é isso aí, vou lá tratar de viver um dia de cada vez, sempre procurando dar o meu melhor e corrigir o meu pior não importando as circustâncias. (Sorry pelo tamanho do post, mas não tenho mais agenda/diário e decidi que ao menos uma vez no ano eu precisava detalhar melhor os acontecimentos marcantes do meu ano, e sei que ninguém deve ler esse blog, mas é importante pra eu não me esquecer de mim.)

Vem 2011, vem honey...

Obs.: Vou mudar esse blog, esse é o último post. Em 2011 ele será do blogspot, passarei o novo endereço em breve.

Quer fazer como eu e comparar meu 2009 com meu 2010, clica aí: http://migre.me/3efgb



Escrito por Lari às 05h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Retrô 2010, blé :P (parte 1)

Acabou o ano e vem o lalala de retrospectiva, inevitável não pensar em tudo o que viveu durante 12 meses no último ano desse ano. Eu gosto de rever, pensar o que me faltou e que não pode faltar no próximo ano, pensar nos meus planos, enfim pensar na vida e como eu estou vivendo-a. Não sou do tipo de ficar horas refletindo e mais outras horas planejando, apenas gosto dos remembers da vida, se é que vocês me entendem.

A verdade é que minha virada de ano foi no mesmo lugar e com as mesmas pessoas, como faço há uns 4 anos. Foi novamente uma opção, e hoje, eu me agradeço por ter preferido desejar um Feliz Ano Novo para minha vó, pessoalmente.

Bom minhas expectativas para esse ano, sei lá se eram ótimas, mas ao menos boas eram. Eu não sabia bem ao certo o que eu queria pra mais um ano de vida, mas eu tinha certeza de algumas coisas, tais como: sair mais com meu amigos (os poucos que vão restando), aproveitar mais a vida, viajar mais, repetir tudo aquilo que foi bom nos outros anos, entender melhor a faculdade e seu ambiente, entender melhor minha mãe, ter menos preguiça e sair do estágio em busca de novas e melhores oportunidades.

Mas vocês bem sabem que planejar, nem sempre leva a algum lugar, pra ser sincera, eu acho um saco isso de planejar e acho mesmo que não funciona, pois existem mil e uma pedras que surgem no caminho e que não dá pra você planejá-las. Porém eu também não consigo viver o hoje e achar que a vida é só hoje. Eu tenho meus sonhos, minhas ambições, minhas esperanças e não dá pra esquecer disso tudo.

Whatever...vamos a linda retrospectiva de um ano que pode ser resumido em uma semana de tão "agitado" que foi.

No começo do ano eu tive algumas boas notícias, como ganhar uma promoção via twitter e ir na gravação do DVD do Inimigos da HP junto com a Ferzoca, minha hermana querida. Aliás esse dia da gravação foi um dos fa'c'tos marcantes de 2010. Primeiro pq contratamos um motorista que não conhecíamos para nos levar até Sampa, ou seja, madames por um dia. E então que sou recebida pelo motorista que chupava um pirulito e me ofereceu, imagine a ambiguidade brotando na minha mente junto com o medo. Bom enfim chegamos ao local da gravação e estávamos muito ansiosas, até encontrarmos na fila aquelas fãs, fãs do naipe fanáticas ao extremo, que vão em 2000 shows num único mês, que choram só em ver o ídolo, que não tomam banho se o ídolo rabiscar o corpo delas, então, eu e hermana nos sentimos super patinhas feias pq éramos as únicas não-fanáticas. Mas isso até que nos rendeu boas risadas assim como toda a gravação do DVD. Foi muito legal conhecer um pouco de como funciona muita coisa, conhecer os caras da banda (não tão bem, é claro), enfim foi um dia inusitado, digamos.

Quase finalizo esse post esquecendo da festa de formatura do meu primo e putz ela foi inesquecível, como eu poderia esquecer? Eu adoro festas assim, tipo festões, onde todos se arrumam, a decoração é bacana, tem música ao vivo, então imaginem que eu estava louca para que essa festa chegasse logo. Mas antes da festa teve a colação, primeira colação de faculdade que vou e foi emocionante e divertida. Estava super feliz em ver meu primo, quase um irmão, se formando e vou ser brega agora: quase chorei quando tocou I Gotta Feeling e todos jogaram os "chapéus" para o alto da onde caíram várias bexigas /fimdabreguice. Vamos para a festa, é a festa foi boa, fui madrinha dele e daí que fui dançar valsa e todos já estavam meio bebados então ninguém tava dançando direito, para minha sorte. Essa festa, a primeira de formatura de faculdade, me fez ver que esse povo não sabe comemorar sem cair de bebâdo, sério mesmo tinha 80% do público bebasso, a nível de cair, a nível de coma, a nível de baixaria e briga. Aliás, pqp, como eu me assusto com briga, fiquei em pane ao ver vidros quebrados, gente correndo, segurança não dando conta e meu primo lá no meio tentando resolver, avemaria. Enfim foi uma festa marcante, rs.

Ah tem o carnaval tb! Eu tava doida pra passar o carnaval em outra cidade, mas daí não deu nada certo e fui pra Paulínia ver o trio elétrico com o Inimigos e com a Fer e a Cá, foi bem diferente, segunda vez que "pulo" carnaval, repetiria fácil em 2011.

Ainda no comecinho do ano, fui assistir Deznecessários, antiga vontade, e fiquei puta com meu pai nesse dia. Por causa dele cheguei mega atrasada no espetáculo e morrendo de vergonha, pois estava na primeira fila e adivinhem? Um dos atores já mexeu comigo devido meu atrasado. Buraco cadê você preu me esconder? Além de tudo, ri sozinha, pois não deu pra Ferzoca ir. Foi um dia, bem, um dia daqueles onde quase tudo deu errado.

Também no mesmo começo, fui ver pela 2ª vez o Seleção do Humor, e revi alguns humoristas que admiro, e descobri outros super talentosos como o Victor Sarro, o que me rendeu uma DM de agradecimento do mesmo, um par de ingressos ganhos pela Nanny e não utilizados, rs, enfim podia ter virado uma amizadezinha, mas não virou, hahaha, o importante é que me diverti mesmo sem estar vendo o stand up.

Outra notícia boa foi o meu aumento salarial no estágio, e acreditem, para quem estava louca de vontade de sair de lá, isso foi uma motivação para ficar, pois junto com o aumento vieram novos trabalhos e daí me fez repensar um pouco e continuar por pelo menos 6 meses.

Na faculdade, posso dizer que estava mais animada, mais próxima de algumas amizades feitas, tentando me aproximar mais das pessoas, e aquela vontade de sair de lá também foi embora, decidi permanecer por mais 6 meses.

Ano seguindo, nada demais acontecendo, até porque pra eu não me lembrar, a coisa foi feia mesmo. Depois de fevereiro fui sair só no mês de abril, em sessões de autógrafo com Danilo Gentili e Marcelo Tas, pessoas que admiro e que queria muito ver de perto novamente.

Em maio fui mais uma vez ao teatro, para assistir ao Christian Pior, vontade antiga também, novamente com minha hermana e digo que raxamos de rir, pena eu nao lembrar muito do stand up, mas é muito bom, rs.

E de novo, afinal eu tenho que vê-lo de perto ao menos uma vez ao ano, fui assistir ao stand up do Marco Luque em junho, dessa vez com a Nanny e o Sr. Gentil, sim eu fui de vela mas eles são um casal bem gentil, rs. E graças a algumas saídas pude ver que minha amiga de anos (caraca 4 anos :O) encontrou uma pessoa bem legal e sociável, rs. Bem, o stand up eu já conhecia muito bem, mas foi bom do mesmo jeito.

E claro, eu tinha que ir ao show do Jota pra lavar a alma, e eu tinha que ir naquele show que unia desfile junto pq ah, eu tinha que ir senão ia ficar com remorso. E quase que não fui. Bacana, rs. Desespero a flor da pele, e eis que de última hora surge a Super Nanny dizendo sim, eu vou contigo Lari. UFA! E eu fui de vela de novo, but show do Jota geralmente tem um monte de casais mesmo e eu sempre fico sobrando, então tava pouco ligando, eu ia mano, eu ia ver a Xuxaaaaa! hahaha, eu hein. Tava nem aí pra Xuxa, queria ver meus mineirinhos lindos, ver o Flau-flau cantando demais, e vi, óbvio, e curti muito, claro. De quebra ainda vi a fofa da Marcelitcha, por poucos minutos, mas deu pra matar um pouco da saudade. 

Aí eu planejava (eu digo que odeio planejar) fazer meu aniversário em um restaurante, juntar primos e amigos. Mas descubro que o retaurante fechou, mas existem outros restaurantes/bar, então não foi por isso que desisti dessa festenha. Desisti pq achei que não ia ninguém, e que não ia ser nada daquilo que eu planejava. Recebi meus parabéns foférrimos, cortei um bolinho delícia e tudo certo, não me fez falta não fazer festa.

Ai teve a copa gente! A época do ápice do meu ânimo! hahaha! Juro, eu sabia tudo sobre a copa! Estava empolgadona, colada nos jogos, torcendo pela seléça igual uma fanática. Fiquei puta quando a seléça foi desclassificada e olha que eu gosto de copa do mundo, a única época em que eu assisto futebol, mas esse ano a animação foi extrema! Achei lindo tudo verde-amarelo e não achei lindo enfeites de natal. Vai me entender né?

Até aí beleza né, meu ano tá agitadinho. ATÉ AÍ.



Escrito por Lari às 05h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Espírito natalino, cadê?

É madrugada de Natal e eu estou aqui escrevendo. Há alguns anos atrás eu estaria em família ainda, meio cansada, mas estaria em festa. O problema é que o presente vira passado e o futuro vira presente, então no momento eu vivo o presente onde a real é essa: meu Natal já acabou faz tempo.

Na verdade esse ano nem senti o Natal. Sabe quando você começa a ver propagandas natalinas lá em outubro e se dá conta que o ano está realmente acabando? Pois é eu via essas propagandas e sentia que o ano tava é parado demais, digo, chato demais e olha que eu amo propaganda natalina, amo o Natal, ou amava.

O tempo foi passando até chegar dezembro e eu nem havia montado a árvore de Natal ainda, e nem estava afim de montar. A bem da verdade é que eu montei essa semana, só porque estava de férias e só pra fingir que estava com o espírito natalino porque não estava, e nem estou, animada para este Natal.

Não enxerguei nada vermelho, verde e branco cheio de papais noel. Estou tão sem o espírito natalino que parece-me que as outras pessoas também estão sem ele. Não vejo ruas tão enfeitadas como antes, fui ao shopping e vi um Papai Noel e sua assistente aparentemente estressados (tanto que o papai noel chacoalhou o sino bem na orelha de uma criança, juro! rs), vi pessoas mais cansadas e sem disposição do que pessoas afim de festejar. Só sei que essa falta de espírito foi bom no sentido de eu estar mais criativa com as artes gráficas, ao menos uma coisa boa no meio disso tudo.

Tenho um forte motivo para não estar nesse clima de Natal que é a ausência de minha vó, aquela que fazia questão de reunir a família para a ceia, queria ver todos orando e depois comendo muuuuito e depois abraçar um a um desejando-lhes Feliz Natal. É talvez ela animasse a todos desejando que houvesse Natal, ou talvez, os tempos eram outros assim como a cabeça das pessoas.

Enfim, sei lá onde foi parar meu espírito natalino, só sei que hoje não passará de um dia normal, exceto pelas comidas. Será como chamar alguns parentes que também perederam o ânimo, para um aniversário, não que não fosse aniversário, porque de certa forma é, é Dele e Ele também merece comemoração.

~Me desculpe Deus se eu não souber comemorar o aniversário de teu filho, nada pessoal, é só porque eu perdi meu ânimo em algum lugar, mas ei de encontrar até o próximo ano. De qualquer forma, com ânimo ou sem, ainda posso lhe desejar um sincero Feliz Aniversário, ou melhor, Feliz Natal.~

Desejo para todos também, meus votos de um Feliz Natal, e que realmente seja feliz.

Tudo estranho e chato demais para um único ano, preciso mesmo de mais 12 meses para formar outra opinião sobre VIDA.



Escrito por Lari às 02h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




acaba logo 2010...

Esse ano definitivamente não está sendo fácil de agüentar. Quero logo que ele se encerre, mas enfim deixemos os remembers do ano para o último post do ano.

O quero desabafar na verdade é que esse fim de ano fez muitos sentimentos entupidos desaflorarem em mim. E o pior, a maioria deles são ruins e totalmente pessimistas. Sério mesmo, ando bem triste e ao mesmo tempo bem feliz, é aquele lance de eu me sentir atuando já declarado aqui.

Sabe, nunca me senti tão sozinha, tão sem ninguém para sair, como nesse ano. O tempo me fez perceber que apesar de eu me relacionar tão bem com as pessoas a minha volta e dificilmente brigar com alguém, me fez ter muitas pessoas próximas mas num curto prazo de tempo. Ou seja, hoje tenho poucas dessas pessoas perto de mim, o que eu lamento e muito, e por serem poucas não posso contar com elas sempre.

Quer dizer, o que adianta nessa vida fazer várias amizades e depois não conseguir mantê-las, por motivos não só seu mas também das próprias pessoas?

Continuo sem ninguém para sair, vendo um show legal que eu adoraria ir e no mesmo momento desanimar por saber que não terei companhia, continuo acreditando que ficar em casa tem sido a única e talvez a melhor opção.

Outra coisa me fez pensar, pensar e pensar e permanecer sem entender e sem paciência para esperar que as coisas aconteçam, e essa coisa foi o fato de eu me preocupar tanto em fazer trabalhos da faculdade, em sentir a obrigação de dar o meu melhor e quando não conseguir fazer isso, me culpar achando sempre que minha capacidade é maior do que aquilo que fiz, em achar que todos deveriam se preocupar tanto quanto eu me preocupo.

E porra, tenho me esforçado a anos, anos mesmo, sou assim desde a 5ª série, para não exagerar, e todos os anos eu sou a boa aluna, aquela que se você não fizer a sua parte no trabalho eu faço, porque não vou entregar algo incompleto. E daí? E daí que me esforçar tanto, me estressar tanto, não tem adiantado em nada na minha vida, tem me deixado cada vez mais pessimista porque tanta gente que já carreguei nas costas em algum momento da minha vida ta aí melhor de vida do que eu. Mais feliz do que eu, com mais dinheiro do que eu, com emprego melhor do que o meu, com mais ego do que eu, e eu? Eu to aqui, me “matando” de fazer trabalhos que não valem nada, porque parece que as oportunidades boas não gostam de bater na minha porta, batem algumas, mas não tão boas quanto eu esperava.

Daí eu fico pensando que o que adianta eu demonstrar parte do meu esforço e capacidade, e ajudar pessoas a terem algum tipo de status se ninguém me enxerga?

É uma indecisão na vida que me toma conta e me faz ter um pessimismo horrendo, principalmente quando se trata do meu presente/futuro profissional, porque no pessoal, a gente pode perder amigos por mais dolorido que seja, mas vão surgir outros.

Só sei que ter vontade, esforço, talvez não seja o suficiente para te levar a algum lugar, talvez ensinar as pessoas de alguma forma não seja sinal de que um dia terá o devido reconhecimento, talvez ter amigos não queira dizer que não está sozinho, talvez sorrir não queira dizer que é otimista o tempo todo, e talvez ser eu não seja tão fácil assim como eu esperava.

Os anos passam e a alegria vai acabando...talvez eu mude minha idéia de alegria, mas hoje não, obrigada.

(Sei que há vidas muito piores do que a minha, problemas muito maiores e mais complexos do que os meus, mas nada é pior do que se sentir na pior, seja qualquer pior. E isso não é egoísmo.)

 "Por isso eu quero mais, não dá pra ser depois, do que ficou pra trás, na hora que ja é!"



Escrito por Lari às 01h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dia das Crianças

12 de outubro, vulgo dia das crianças.

Toda a família estava ali reunida, como nos velhos e bons tempos, em uma sala com flores, em um lugar bonito, com um campo enorme, uma vista bonita.

A matriarca devia estar muito feliz, todos seus parentes, seus queridos parentes, seus amigos, ali reunidos para visitá-la, como ela sempre gostou que fizessem. Todos se abraçavam fortemente demonstrando um mesmo sentimento. Havia muita oração também para que todos ficassem em paz. Havia comida, para não fazer desfeita para as visitas, afinal essa era uma de suas maiores preocupações.

As crianças...as crianças haviam crescido, mas continuavam ali reunidas, conversando, sorrindo umas as outras, brincando, de um jeito diferente, mas brincando. As poucas crianças que ali estavam, tinham a alegria, a ingenuidade, a inquietação, a curiosidade que toda criança tem. E feliz delas, que não entendiam a realidade, ou melhor, não sentiam.

E dentre as crianças, um pequeno menino de quase 3 anos, conseguia tirar risos num momento onde eles se esconderam. Ao ver a bisavó ali deitada, quieta, quis saber o porque e como resposta teve um: ela está doente. Não contente, disse que tinha que levá-la para o hospital, tinham que buscar remédio para ela. E então ouviu um: ela está dormindo. E aquietou-se até reparar em um crucifixo pendurado na parede e ingenuamente perguntar: quem foi o moço que pregou Jesus ali? Cade a ferramenta dele? Ele já foi embora? Perguntas difíceis de responder, mas ele é curioso e precisava saber.

Seria uma bela comemoração se todos estivessem ali para comemorar. Mas infelizmente não estavam ali para comemorar, estavam para lamentar. Lamentar a morte daquela que sempre reuniu todos seus queridos e amados netos, bisnetos, filhos, amigos, enfim...ela não tinha inimigos, não desejava mal a ninguém, pelo contrário, orava para que se tornassem melhores. Ela se foi e deixou a dor de uma saudade gostosa, deixou ensinamentos, risadas, se deixou um pouco para muitos.

Era um dia das crianças onde todos queriam ser crianças para não sentir a dor da perda de uma pessoa tão querida, tão única. Para as crianças, a morte é apenas a partida de alguém que voltará a qualquer dia.

O pequeno garoto volta a cena depois de uma semana do ocorrido e diz sem ninguém perguntar: "A vó Bel tá no céu. Vou ver ela lá". E assim faz termos a vontade de acreditar que o céu é logo ali.

Fim de uma vida, início de uma saudade sem fim.



Escrito por Lari às 03h07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ser cLiança

O Dia das Crianças está chegando e já fazem alguns anos que não vou a uma loja comprar meu presente, afinal faz tempo que deixei de ser criança, infelizmente.

Hoje digo infelizmente, mas quando eu era criança queria que o tempo corresse logo para eu me ver com 10 anos, depois com 12, com 15 e por fim com 18 anos. Acreditava que minha vida ia ser como eu imaginava, e isso inclui dirigir com 18 anos.

Na verdade, muita coisa mudou sim, posso dizer que uma reviravolta na vida as vezes é sinal de uma mudança positiva. Nada daquilo que eu imaginei realmente ocorreu e, não sei se isso é bom ou ruim, o que eu sei é que hoje, desejo ser um pouco criança para amenizar os problemas, viver tranquilamente e ter a responsabilidade de apenas tomar banho, escovar os dentes e fazer o dever de casa à mão, sem envolver computador.

No fundo, todos desejam poder voltar a infância por mais dura que ela tenha sido, não pela infância em si, mas pelo fato de ser criança e sentir como é bom ser criança.

Revirando meu passado encontro cenas que não pertencem mais a minha vida atual e que deixaram saudades. Cenas como:

- Viajar de Araras para Campinas quase todo final de semana do mês e desejar que os dias fossem intermináveis na casa da avó e das tias, e brincar muito com as tias, o cachorro, e esperar para comer aquela comidinha gostosa da vó, incluindo um feijão que só ela sabia fazer.

- Viajar para a casa de algum dos primos ou da avó porque alguém fazia festa de aniversário, daquelas ocm direito a churrasco e brigadeiro, bexigão com balas e chocolates. E brincar muito com os primos, mesmo sendo homens, brincar de lego, de jogos de tabuleiro, de Barbie, de bolinha de gude, de sinuca, de baralho, de construir castelos de areia, de esconde-esconde, pega-pega, enfim de tudo aquilo que inventávamos para brincar enquanto os adultos colocavam o papo em dia e comiam e bebiam.

- Ir para a escola com mochila de carrinho do piu-piu, um estojo lotado de lápis de cor, afinal o que importava era quem tinha mais lápis de cor, a caneta de 10 cores, o lápis de escrever da Barbie, os cadernos do piu-piu ou de algum outro personagem da moda. Na escola, onde as tarefas mais chatas eram as tabuadas, onde brincar era sinônimo de parquinho, onde haviam briguinhas por inveja, mas uma inveja saudável que não afetava ninguém.

- Ir passear com meus pais e meu irmão, como uma família unida.

- Desenhar no caderno de desenhos e se achar uma ótima desenhista, não ser tão exigente comigo mesma, afinal eu não tinha concorrentes e não estava disputando nada.

- Brincar sozinha e ninguém me achar louca por isso.

- Brincar no quintal de casa com o vizinho, imaginando que éramos pizzaiolos e fazer a maior sujeira com farinha e ninguém reclamar por isso.

- Ir para a praia e montar castelos de areia, nadar no mar sem se preocupar com nada, tomar muito sorvete, e caçar conchinhas até achar uma toda colorida. A única preocupação da criança na praia é brincar com a areia, e a dos adultos? Exibir corpos e se preocupar em tomar sol, um tanto quanto chato né? Na casa de praia, ouvir Mamonas Assassinas com o primo e o irmão e cantar junto interpretando, brincar de ninjas, tirar fotos do primo dormindo, brincar.

- Ter a responsabilidade de fazer a lição e melhor do que isso, gostar de fazer a lição.

- Pedir de presente Barbies e seus acessórios, jogos de tabuleiro, fita nova para o Nintendo, um patinete, Legos, e nada de eletrônico, e se pedisse um calçado era uma sandália da Xuxa ou da Melissa só porque vinha com um brinquedo fofo junto.

- Comer um McLanchefeliz só por causa do brinquedo e se sentir satisfeita de ter comido só aquilo. Comer vários KinderOvo só por causa da surpresa. Mascar chicletes Bubaloo de vários sabores.

- Pedir incansavelmente para meu pai pegar aquele bichinho da Parmalat, ou os Geloucos da Coca-Cola ou qualquer outro brinde que dispertasse minha atenção.

- Festas de aniversário cheias de amigos e parentes.

- Viajar Águas de São Pedro para ir para a casa dos primos, onde todos os primos (por parte de pai) estavam lá, e acordar no meio de um monte de gente, pular colchões com gente dormindo, e depois ir até a cerâmica e brincar no barro como se aquilo fosse areia da praia e rir muitos dos primos parecendo porquinhos se embarreando no laguinho de barro e fazendo brincadeiras intermináveis. Depois quando chegava a tarde da noite, sentar na varanda e jogar War ou Banco Imobiliário ou Imagem e Ação ou baralho até o sono bater fortemente. No outro dia, acordar e ir passear pelas ruas tranquilas da cidade, brincar de guerrinha de bexiga d'agua, andar de skate, ou causar "efeitos especiais" no asfalto com fogo, e depois quando terminasse toda a aventura, ir embora deixando o coração lá e chorando por dentro de saudade de todos.

E tantas outras cenas que não me lembro no momento mas que fazem falta, mas dentre tudo o que ja vivi sendo criança o que mais sinto falta é de união. Naquela época, apesar da maioria ser melhor de vida, o dinheiro não era desculpa para não se fazer uma festa, não viajar, não sair. Naquela época todos pareciam ser mais felizes e menos despreocupados com problemas pequenos, ou eu, que com meus olhos de criança, via o mundo assim, mais feliz e mais unido e é isso que me falta hoje, olhos de criança. Aliás, falta esse olhar ingênuo da criança para muita gente, e talvez assim, o mundo seria um pouco melhor.

 



Escrito por Lari às 23h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ai saudade

Sentir saudades me faz pensar se é algo bom ou ruim. Mas como não gosto de pensar no impensável, afirmo que sentir saudade é bom.

A saudade me prende ao passado e talvez seja a responsável por me fazer ser pessimista com relação ao futuro. Penso naquilo tudo que já vivi, quantos risos sinceros já dei, quantas palavras bonitas ouvi e disse, quanta união me cercava e realmente fica muito difícil imaginar que tudo isso volte. Então percebo que na verdade, por estar presa nessa saudade, eu fico o tempo todo tentando encontrar o meu passado no meu presente, e quando não faço isso, fico querendo levar o presente para o passado e evito o futuro.

Me dói ver fotos e ler palavras que não podem ser mais ditas pessoalmente. Olho lá no meu passado e sinto falta daquela infância onde não haviam tantas preocupações, tantas brigas, havia uma família unida, havia a vontade, a saudade em rever os outros parentes, havia uma necessidade de viajar e sair de casa pelo menos uma vez na semana.

Ah se eu pudesse, traria aqueles encontros em família na casa da avó paterna, traria aquelas saudades de brincar com os primos e desejar que as horas ao lado deles fossem infinitas, traria as risadas espontâneas, traria minhas manhãs cheias de divertimento na escola, desejaria poder ver frequentemente os amigos e as pessoas especiais que passaram na minha vida, encurtaria distâncias e assim traria uma vida feliz.

Sinto falta daquelas festas em família onde brincava com meus primos, que mesmo sendo meninos, me "adotavam" em suas brincadeiras, me faziam rir facilmente, adoravam me pentelhar e eu adorava essas pentelhices. Aquelas festas cheias de gente, cheias de ânimo, onde as pessoas não se sentavam cada uma em cada canto, se sentavam todas no mesmo canto. Festas que eram animadas mesmo sem música, eram a maneira mais convencional de mostrar o quanto de união existia e também o quanto de vontade de estar junto e de saudade.

Sinto falta de acordar cedo e ir estudar em um lugar que me fez tão bem, isso porque eu pensava que acordar cedo para ir para a escola era torturante e hoje estou aqui morrendo de saudade. Naquela escola onde quase tudo parecia legal, onde conversava sobre vários assuntos com várias pessoas, onde tinha também uma união, um pouco tímida, mas existia. Saudade de uma vida menos ocupada e ao mesmo tempo super ocupada por sorrisos, amigos e aprendizagem.

Sinto falta, muita falta, de pessoas. Pessoas que me acompanharam em shows, festas, shoppings, que se divertiram comigo, ou que compartilharam raiva e tristeza. Pessoas que vi poucas vezes mas que me fazem um bem inexplicável e que me fazem sentir falta até de um "oi" virtual quando somem por um tempo, que fizeram de horas, momentos eternos. Pessoas que só passaram em minha vida mas não tem noção do quanto as considero, por um motivo que eu não tenho conhecimento, pode ser algo muito além do que podemos sentir. Pessoas que me deram sentimentos, me deram uma história para contar, me deram vida.

Claro que existem momentos que vivi e pessoas que conheci que não sinto a menor falta, e se a memória fosse algo manipulável, com certeza teria apagado. Mas toda a parte ruim da vida serve para você saber distinguir o que é mesmo essa tal de saudade e ver que senti-la, no fundo, é bom, pois não sentimos falta daquilo que não nos faz bem. Se sentir saudades, é porque foi bom.

O que mais desejo é poder reviver esse passado feliz e continuar sentindo saudade, mas do meu presente, mesmo vivendo-o diariamente. Pensar num futuro com os olhos cheios de esperança, a cabeça cheia de ideias e o peito cheio de ânimo. Não queria eliminar o sentimento de saudade, só queria transferí-lo para meu futuro.

 

(Essa música, a "Tudo que Vai" é a única que consegue me fazer lembrar de um pouco de tudo do que tenho saudade, mesmo que seu contexto seja romântico.)



Escrito por Lari às 04h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Na janela de um ônibus

Na pequena janela de um ônibus eu vi coisas que não dá para acreditar que existam, mas é a dura realidade...

Muitas crianças nas ruas pedindo esmmola para se alimentar ou para se drogar, isso já não dá para saber.

Animais abandonados, sem rumo, à procura de um lar, talvez.

Moradores de rua dormindo no banco das praças.

Mas apesar de cenas tristes, vi belas paisagens que nos rodeiam e nos passam despercebidas.

As praças floridas.

Belas casas.

Belas pessoas.

Belos sorrisos.

Crianças brincando.

Cães passeando, alegres, com seu dono.

E muitas outras coisas boas e ruins que, no momento, passam despercebidas em meu pensamento.

Escrito em 12/05/2006.

Essa foi uma redação que fiz no 1º ano do ensino médio e era uma lição para entregar e muito provável que tenha feito correndo, por isso saiu assim tão sem sentido, tão comum. Mas eu gosto dessa  redação, gosto muito. Me faz lembrar da época boa que vivi em 2006. Relembrar o passado não é só previlégio das fotos. 

Talvez se tivesse que reescrever esse texto hoje, ele viraria uma frase: "Na janela de um ônibus eu olho para fora mas não vejo nada, o que eu vejo mesmo é o tempo correndo para que eu chegue logo em casa e possa saciar minha fome e descansar."



Escrito por Lari às 04h38
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




1 em várias ou várias em 1

Minha vida anda meio louca, cheia de risadas e com um pouco de choro. Por dentro sou alegria e tristeza e me sinto como uma atriz, interpretando umas várias personagens por dia.

Acordo e no mau humor sou a Larissa séria, com sono, e que tem que dizer bom dia mesmo sem vontade, que tem que ficar 4 horas numa saleta e às vezes enrolar 3 horas e trabalhar 1,e vice-versa. Tem que concordar com o que dizem, e nem tentar se explicar porque de manhã seu cérebro trava e qualquer explicação verdadeira soa falsa. Tenho que ser simpática mesmo não querendo.

À tarde sou a filha que briga com a mãe, que não ajuda em casa, quer dizer, não ajuda na sua casa, que só quer mesmo saber em dormir. Mas também sou a mãe de um cachorro desesperado para que eu vá lá e brinque com ele, sou a neta que a vó quer ver todos os dias, sou a afilhada que a madrinha quer perguntar sobre como foi o dia no trabalho ou a aula na faculdade. Sou a sobrinha que planeja saídas e discute vários assuntos com a tia. Sou a neta, a afilhada e a sobrinha que toma café na casa da avó.

A noite sou a menina que vai alegre e contente estudar, ou quase isso. Vou para a faculdade e lá meus problemas nem existem ou são compartilhados e acabam se tornando risadas. Lá eu sou aquela que ri demais, que faz os outros rirem, que houve historias e mais historias e também consigo ser nerd quando quero e anotar tudo o que o professor fala. As vezes minha animação não é tão grande, ou o stress me domina, mas é tão raro que tornam-se dias irrelevantes.

Ainda a noite, ou quase de madrugada, volto a ser a filha, mas numa versão mais light, sem brigar. Apenas ouço as brigas. E também resolvo ser a aluna da noite e fazer trabalhos pendentes, ou resolvo ser a funcionária da manhã e terminar trabalhos acumulados. Neste período do dia surge ainda uma outra personagem, a que quer ser uma super-heroína e salvar todo mundo, mas não tem a fórmula e nem o plano perfeito e então decide apelar para uma ajuda divina, mas no fundo a super-heroína, na verdade é só mais uma pessoa comum como tantas milhões que ao deitar não conseguem dormir pois a cabeça ainda pulsa cheia de problemas, cheia de idéias, enfim cheia. Cheia e preocupada.  

No fundo, do fundo, eu sou apenas uma só pessoa e que só quer mesmo dormir.

(Para quem lê este post, pode parecer apenas que não tem nada demais aí, que é apenas uma rotina de uma pessoa qualquer, mas não é uma questão de parecer, é uma questão de sentir, de me sentir sendo várias.)



Escrito por Lari às 03h06
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O verbo da vida.

Parecia que tudo estava voltando ao normal, parecia. O verbo conjugado no passado sempre foi bem vindo naquela família, trazia mais alegria do que conjugar tudo no futuro.

Mas como o passado não volta mais, o que a família buscava era trazer pelo menos a alegria que ficou presa em outro tempo, afinal alegria não é verbo. E trouxe, em uma quantidade escassa, só que a família esqueceu de trazer a harmonia para o presente e então nada nunca voltou ao seu estado normal.

Tudo sempre ficou em seu estado anormal, e não de loucura. No estado de loucura você consegue ser feliz, no normal também, de um jeito mais tradicional. No estado anormal não, é tudo anormal demais que torna tudo triste demais, onde nada tem razão.

E nesse estado anormal, vazio, a família foi vivendo durante uma década. Cada membro foi escondendo suas verdades, foi engolindo seus gritos, foi se aturando sem ter um pingo de paciência para aturar. Só esqueceram que uma hora aquilo que a gente guarda é descoberto, seja por nós mesmos quando nossa mente responde de maneira brutal ou seja pelos outros.

Justamente quando o normal se aproximava, a mente do membro base daquela família resolveu revelar os segredos, ou melhor as suas amarguras e ele que tanto se esforçou para que os demais membros pudessem viver tranquilamente, aquele que tanto prezou pelo bem de todos, que se adaptou ao jeito de cada um que estava a sua volta, aquele que se deitou no chão para que seus filhos não se machucassem, e lutou para se manter em pé mesmo não tendo chão, não aguentou e caiu. Foi se perdendo e nem teve ânimo para se procurar. E então quis desistir da vida.

Sua filha, vendo tudo isso acontecer, passou a se perguntar: o que fazer para ajudá-lo? Mas nenhuma resposta era significativa. Buscava entender o porque que um verbo conjugado no passado não podia ser conjugado no presente ou no futuro. O português da sua vida era incompreensível e indecifrável. Alegria e tristeza em excesso dominavam sua mente e sem saber o que fazer, fez do choro o seu único consolo. Chorou para ver se os problemas escorriam junto com as lágrimas e depois dormiu.

No outro dia, quando acordar, tudo vai estar normal, até que se conjugue um verbo novamente e aí só Deus sabe que fim vai levar essa família.

 



Escrito por Lari às 00h30
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Já aconteceu de você ouvir uma música e na hora pensar: quem compôs a música se inspirou em mim, mesmo que isso não seja possível. Pois bem, achei uma música que é minha mesmo não sendo, saca? Tem muito de mim aí, mais muito mesmo, até me espantei, não tô falando de inspiração na vida, tô falando de inspiração na personalidade mesmo, no eu. E continuo tendo certeza de que não há nada melhor do que música para mexer com os sentimentos de qualquer pessoa.

Único Olhar - Jota Quest

Então me coloco à sua frente
vai descobrir minhas verdades
em um único olhar, único olhar...

decifrar os meus segredos
para tentar me comparar
ao seu último amor, último amor...

eu nem vou perguntar
não vou olhar pra trás
quer vir comigo, amor?
tem que compartilhar
todas as emoções
e abrir o coração
pra vida acontecer

espero que o amanhã não seja apenas
mais um passado em sua agenda
com frases prontas pra fugir
sempre de um louco amor

já é hora de assumir
os sentimentos mais sinceros
despir regras e vergonhas
monotonias jamais!!!

eu nem vou perguntar
não vou olhar pra trás
quer vir comigo, amor?
tem que compartilhar
todas as emoções
e abrir o coração
pra gente ser feliz...
ser feliz!!! 
 

O vídeo tá em baixa resolução mas é bonitinho :)

E você? Qual música que poderia muito bem ter seu nome? Que poderia muito bem ser composta por alguém que se inspirou em você? Já pensou nisso?

Obs.: Bia o tamanho fonte tá bom agora? hahaha



Escrito por Lari às 19h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Coisas inexplicáveis acontecem...

Sabe quando você sonha uma coisa louca e não sabe porque, afinal ela é impossível de acontecer na realidade? Ou sabe quando você sente uma empatia logo de cara com uma pessoa e mesmo sem conhecê-la direito você sente que gosta muito dela e chega até a sentir saudades fortes dela e também não sabe o por que?

Pois é...é muito fácil as duas situações acontecerem comigo e confesso que fico intrigada querendo entender o por que.

E sei que esse por que não vai ser fácil de encontrar aqui no mundo dos vivos ou talvez até esse por que nem exista.

Mas o fato é que tenho sonhos loucos que misturam coisas loucas e várias pessoas que eu conheço e daí eu acordo pensando no porque de ter sonhado aquilo. Pressentimento tenho certeza que não é, pois já tive sonhos-pesadelos totalmente possíveis de ocorrerem na vida real e não ocoreram, grazadeus. Daí eu deduzo que seja porque pensei muito naquelas pessoas nos últimos dias, mas continuo sem entender a situação em que sonho com elas.

Exemplos: nesta última noite sonhei que meu primo pedia a namorada dele em casamento. Até aí, no problems. Mas é que eles estão dando um tempo no namoro, e eu gosto muito dos dois, esse meu primo é um irmão pra mim, então deduzi que fiquei sim meio chateada com o que ocorreu, e talvez meu sonho era ver eles casando mesmo. A parte louca do sonho tá mesmo no fato deles estarem separados e também no fato que no sonho eles já estavam vestidos de noivos e próximo a um altar. Que pessoa pede a outra em casamento no dia do próprio casamento?

Outro sonho louco foi que estávamos eu e mais duas amigas, que não costumo ver muito, entramos numa espécie de fábrica com paredes muito altas, e também era uma espécie de labirinto e dái um enorme robô saia correndo atrás de nós e a gente não achava a saída e então quando eu estava indo em direção a grande saíde o robô atira em mim e eu sinto os tiros (sabe quando vocÊ sente na realidade?) mas os tiros nao fazem nada em mim, e daí encontro com as outras amigas e vamos para a casa de uma delas e chegando lá eu passeio pela casa toda, e tenho a descrição perfeita do lugar e das pessoas na minha mente. Até aí a parte louca é o robô, mas tem uma parte mais louca. É que sei lá como eu fico sabendo que o robô queria me matar porque o Dunga não tinha escalado a seleção correta e o Brasil não era hexa. Hã? Loucura. Definitivamente NÃO pode significar nada.

Apesar desses sonhos loucos, gostaria muito de entender os significados dos sonhos. Os meus aparentemente não significam nada além do fato de eu estar pensando muito no que eu sonho.

Pulando dos sonhos para a realidade e mais especificamente para aquelas pessoas "especiais".

Tem pessoas que passam em nossas vidas e simplesmente passam, e raramente voltam. Tem outras que passam e ficam um tempo e depois se vão. Tem outras ainda que passam e vão, mas voltam e vão novamente. Mas todas ficam na nossa vida por um motivo inexplicável, e todas deixam uma saudade e um carinho sem fim.

Na minha vida já passaram várias pessoas que ficaram lá no coração, na memória. Mas sei lá se um dia elas voltam, o que sei mesmo é que eu não consigo explicar certo carinho que tenho por algumas pessoas, certa vontade de tê-las sempre ao meu lado mesmo sabendo que isso não é muito possível ou não é nada posssível. E é uma coisa louca você gostar tanto de uma pessoa que você mal conhece, sentir um carinho maior até do que aquele carinho sentido por pessoas que estão próximas a você, sentir uma necessidade de ser motivo de orgulho para elas, ter medo de chateá-las ou de que elas te achem bobo, sentir algo inexplicavelmente inexplicável. E daí eu não sei se o que na verdade eu sinto é uma generosa admiração por ter me identificado de cara com a pessoa, mas então eu penso que isso não justifica uma empatia com um sorriso por exemplo. Então eu acredito que esse sentimento desentendido pela mente mas muito entendido pelo coração, pode estar ligado a vidas passadas. Sim eu acredito em vidas passadas, acredito que o início justifique o meio e o fim.

Confesso que minha maior curiosidade é saber se quando eu morrer vou descobrir o significado de tudo isso que citei aqui, se esse lance de vidas passadas realmente existe, se vou saber quem realmente gostava de mim, se vou poder fuçar no mundo real como se ele fosse um orkut, um twitter etc., e se eu cumpri com minha missão na terra.

É estranho sentir curiosidade sobre a morte, é até medonho, afinal ninguém quer morrer quando se ama viver. Então tipo assim, espero demorar muito para saciar essas curiosidades e espero estar certa com minha opinião de vidas passadas.



Escrito por Lari às 02h35
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




#worldcup

Em Copa do Mundo é até bonito se ver como brasileiro se torna patriota, apesar de eu achar que ele poderia ser assim também a vida toda, ver como esse povo que é que nem grama, sempre tem um brasileiro em algum lugar do mundo, se une tanto em Copa do Mundo. É interessante ver como o futebol influi na cultura desse povo, respiramos futebol, até os que não gostam, tem que aceitar que aqui é sim o país do futebol e querendo ou não boa parte da história desse país envolve futebol. E uma Copa do Mundo para nós, é algo praticamente sagrado, já que estivemos presentes em todas as copas até então. Não vou discutir aqui o fato de brasileiro se importar mais com futebol do que com política, por exemplo, nesse caso é desnecessário, deixo para os críticos que entendem muito mais do que eu, ou ACREDITAM que entendem.

Bom na verdade escrevo porque notei que eu estou umas 100 vezes mais, sem exagero, apegada a Copa do Mundo. Sério! Fiquei pensando em qual copa que torci tanto como torci nessa e não encontrei muitas lembranças de copas na minha memória.

A que eu lembro muito, foi a de 98, onde o Brasil perdeu na final e foi tipo um baque muito forte para milhões de brasileiros, assim como até hoje se o Brasil perde seja em qualquer classificação, é um baque grande. Mas porque essa copa foi tão marcante para mim? Porque tem fotos, claro, porque mais umas vez estávamos convictos de que seríamos pentacampeões, e porque era uma época onde a família toda se reunia para assistir jogos da copa. Uma imagem que não sai da minha cabeça é meu pai chutando uma cadeira, dessas de bar mesmo, de tanta raiva pela derrota do Brasil.

E depois dessa copa, todos cresceram, e talvez isso também fez com que não houvessem mais encontros familiares para assistir um jogo. Claro que não é o fato de se ter mais idade que não se pode reunir, mas na copa seguinte uns já não moravam mais próximos, e surgiram namoradas e namorados na vida dos primos, e assim foi. Sinto falta sim dessa época em que um jogo do Brasil era motivo pra reunirmos e comemorarmos ou “chorarmos” juntos, mas as coisas mudam, infeliz ou felizmente.

Nesse ano, eu me empolguei com a Copa, sei lá porque, mas empolguei, pensei até em ir a um barzinho assistir a um jogo mas lembrei que não gosto de barulho enquanto assisto TV e que então eu poderia fazer isso na final, caso o Brasil chegasse lá, porque numa final o que importa mesmo é ouvir gol e só. O fato é que vesti a camisa amarela, que por sinal só uso essa cor de roupa nos jogos do Brasil em Copa do Mundo, e torci muito, gritei gol, toquei corneta ou vuvuzela, só não estourei fogos porque não tinha. Aqui em casa, pela primeira vez, eu sabia mais de futebol, de convocação, de tática de jogo do que meu pai e meu irmão, os homens da casa. Não perdi um Central da Copa, assistia os jogos prestando a atenção nos comentários, ouvi mil vezes os mesmo comentários de tanto programa esportivo que assisti, e claro a maioria dos comentários relacionados ao mau desempenho do Dunga, hoje o oficialmente ex-técnico da Seleção. No trabalho, dei idéia de criar promoção relacionadas à Copa, coisa que aparentemente minha patroa nunca tinha feito, e me deu um certo orgulho de mim, sem egocentrismo, mas foi porque eu estava (estou ainda) tão torcedora que resolvi envolver até meu trabalho, e deu certo!

Estava tão ligada na copa, tão torcedora, que no jogo que rendeu a eliminação da Seleção, não agüentei assistir até o final, no segundo tempo saí lá fora com meu cachorro e enrolei para voltar para sala. Como boa brasileira que sou, não queria admitir que o jogo estava perdido mesmo havendo uns minutos pra acabar. E quando acabou, aí eu e mais milhões de brasileiros, ficamos sem chão, desacreditados, aquele “sou brasileiro com muito orgulho com muito amor” ficou mas a tristeza também ficou, e mesmo inconformados, aceitamos a derrota, pois não tinha outra opção.

E por fim, choramos juntos com Júlio César, juntos com a nossa Seleção.

(Fonte: Globo Esporte)

Que venha 2014, e espero que nesse ano a Copa fique marcada na minha mente e na de milhões de brasileiros com a lembrança de comemoração, de hexacampeão.



Escrito por Lari às 03h08
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Experiência experiente

Vou contar aqui minha experiência envolvendo gente mais experiente, sacou o lance?

Então, nesses meus 18 (quase 19) anos de vida, eu tenho uma relação muito próxima a pessoas idosas. Acho que meus pais sempre presaram muito aquilo de levar o filho todo domingo na casa da vó pra dar um oizinho pra ela caso não desse tempo de comer aquela macarronada e por isso sempre gostei de estar com meus avós (tá, mais com a de parte de pai, quando me mudei pra cá eu perdi muito o contato com os avós maternos e passei a não gostar muito de ir lá). E a minha relação com os idosos é muito melhor do que com crianças, por exemplo (outro dia faço um post falando desse minha conturbada relação com esses seres com menos de 1,50.)

Então, eu sempre me interessei por assuntos dos mais velhos (avós e tios) e não vi nunca problema algum em viajar com pessoas que não fossem da minha idade. E sendo assim que topei viajar com minha tia pra Buenos Aires com um grupo da terceira idade (inclusive já relatei aqui minha viajem). Posso dizer que foi muito engraçado viajar com “velhinhos” a começar pelo aeroporto, onde eles super se perdem né? Se um deles se afastam, jáera, tem que ir buscar rs.

Depois dentro do avião, tinha uma ficha para preencher e eu fui a salvação pra esses velhinhos, pq ajudei a quase todos (incluindo um italiano chatobagarai que tava do meu lado) preencher a ficha que, pra ajudar, estava em espanhol e inglês. Precisava ver como eles me agradeceram haha! E a partir daí eu virei mascote, virei guia, virei uma bússola, virei xodó, virei mil e uma coisas engraças e fofas pra eles.

E sabe, velho sempre tem suas manias e tem a velha mania de reclamar de tudo, e com esse grupo lá na Argentina não foi diferente, cara eles reclamavam muito haha! Juro! Tipo de tudo mesmo! Sempre tinha um defeitinho ali, daí eu relevava e ria mas tinham umas reclamações que me davam uma vergonha alheia, mas né, eu tinha que ficar quieta. Garanto que isso não estragou a viagem.

Eu saquei uma coisa sabem, velho (idoso) não curte viajar pra ir a museu, e esses bangs do tipo, eles curtem ir fazer compras! As senhorinhas não podiam ver uma feirinha de artesanato (artesanato muito feio, diga-se de passagem, tá que é a cultura de lá, mas não deixa de ser feio) que iam logo comprar nem que fosse um ímã de geladeira, e o pior cara, elas compravam achando que era a coisa mais inédita do mundo, como se não tivesse aqui no Brasil ou como se fosse muito mais barato lá, um exemplo foi a senhora que comprou um espelho daqueles que aumentam tipo 20 vezes que é pra tirar sobrancelha sabe? Então pra ela, pareceu algo super diferente.

Enfim, essa não foi a única experiência que tive com grupo de terceira idade. Quando fui pra Campos do Jordão fiquei numa colônia de férias que na época em que fui, a maioria era idoso, daí em uma noite teve baile, e pra mim, o jeito (dança de salão) que eles dançam é muito engraçado, pq é o jeito da época deles, assim como eles devem achar engraçado o jeito que eu danço num “baile”. Sei que me rendeu boas risadas e nada de dança (até pq sou uma negação para isso).

E a minha vizinha então? Hahaha! É muito chata, tipo ela é idosa e mora sozinha (tá a filha dela mora praticamente na frente mas ela ñ pede nada pra filha, whatever) e ela é grossa, dona da verdade, e sabe minha mãe é uma das poucas que se dá muito bem com ela. Então ela vive gritando aqui no muro, desesperadamente pela minha mãe e parece que é algo urgente e quando vc corre pra atender, ela quer apenas uma banana. É tipo isso, ela pede praticamente tudo pelo muro, manja aqueles filmes que a vizinha gostosa vai pedir açúcar na casa do cara? Então aqui é assim, só que a vizinha tá mais pra bruxa do 71 e o cara, no caso, sou eu e minha mãe. Ela pinta o cabelo de roxo, azul e acha que tá arrasando, vai de camisola na rua e fica lá batendo papo super de boa, se convida pra viajar com minha tia, e chama desesperadamente alguém daqui de casa pra abotoar seu colar de brilhantes (tá, é bijou). Essa vizinha daria uma ótima personagem viu? Tchicontá que rio demais (eu acho sempre um jeito de achar as situações engraçadas até quando elas não são, repararam né?). E o pior, ela já se considera um membro (lê-se integrante, sem malícias please) da família.

Com essa convivência reparei que os velhinhos sempre curtem elogiar alguém que é mais jovem, mas tipo elogiar insistentemente, curtem pegar alguém pra mascote e daí ou puxar muito o saco do mascote ou encher muito o saco rs. Curtem também que o lugar pra onde eles vão tenha onde comer, um banheiro, e alguma lojinha. Curtem admirar uma flor, um artesanato e curtem bater um papo sobre doença, ervas curandeiras, netos e filhos, viagens, artesanato (lê-se crochê).

Antes de encerrar, quero dizer que hoje só tenho uma avó viva e isso fez com que eu abrisse mais meus olhos e aprendesse a cuidar mais dela, cuidar no sentido de dar atenção mesmo, já que ela mora aqui ao lado, porque senti a dor de uma perda de avós e não gostei disso, passamos pouco tempo com os avós, eles vão (costumam ir) embora antes dos demais e qual o sentido de não darmos tanta atenção a eles? Porque não ter paciência com alguém só porque ele é velho? Que mundo é esse que recrimina tanto?

Bom, a vivência com minha avó me rende boas risadas com suas manhas, reclamações, exigências e afins. Eu sei que não é fácil cuidar de um idoso, é o cuidado que se tem com um bebê, mas eles nos ensinam muito. Minha avó me ensinou mesmo sem querer que eu aprendesse, que a vida que levo hoje é muito confortável, que não há motivos pra eu me queixar porque hoje não tenho o carro pra sair, ou que não tem aquele chocolate que quero, ou pq tenho que estudar, me ensinou que a gente deve tratar todos bem, até aqueles que já não nos quiseram tão bem assim, e me ensinou uma coisa muito mineira: chegou a visita? Então bota comida na mesa!

Acho que acabei de descobrir da onde vem meu amor por Minas (L) vó.



Escrito por Lari às 03h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, Informática e Internet, Animais, Música
MSN -
Histórico
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?